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PINGOS ONLINE (aetcf)

Jornal Online-Divulgação de informação e atividades em tempo real das Escolas do AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE TONDELA CÂNDIDO FIGUEIREDO-Rua António Quadros-Apartado 503460 - 521 Tondela; Telefone: 232 819 050

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Projeto Escola Alerta

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Título do Projeto

Brinquedo para a Inclusão: Se Todos Brincarmos Somos + Felizes

Memória descritiva do Projeto

Todos temos direito à família, à segurança, ao trabalho, à habitação, à proteção, entre tantos outros.

Temos direito a um lar adequado às nossas características e dificuldades e a uma escola que nos acolha e respeite a nossa diversidade, que nos transmita muitos conhecimentos, mas também nos ajude a crescer solidários com o Outro, pois merecemos todos ser respeitados nas nossas diferenças.

Como jovens, gostamos de jogar, de brincar e de participar em atividades divertidas. No entanto, nem todos temos possibilidade de brincar sem ajuda. Da nossa turma faz parte um menino chamado David, que tem uma doença metabólica rara. O David não pode brincar como nós. A pensar nele, resolvemos desenvolver o Projeto designado “Brinquedo para a Inclusão: Se Todos Brincarmos Somos + Felizes”.

Pensando no David e em tantos outros com as mesmas dificuldades, decidimos ajudar, modificando alguns brinquedos, de modo a serem acessíveis a crianças como o nosso colega. Queremos que possam ser felizes, partilhando connosco a alegria de brincar e de aprender, com maior autonomia. Assim, o objetivo do nosso trabalho foi adaptar brinquedos, porque, quer o David, quer outros colegas com deficiência da nossa escola têm o direito de se divertirem tal como nós. 

Começámos por ler a Convenção Sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, na disciplina da Área de Cidadania, e refletimos sobre o que lemos na disciplina de Português. Como estávamos a trabalhar o brinquedo na disciplina de Educação Tecnológica, quisemos fazer a sua adaptação, de modo a que o David pudesse utilizá-lo de modo independente. Depois de visitarmos a Unidade de Apoio Especializado para a Educação a Alunos com Multideficiência (UAM), que funciona nesta escola, tivemos a ideia de os adaptar para serem acionados através de um switch, pois, de outra forma, a sua utilização não podia ser feita. Assim, começámos por elaborar um cartaz, na disciplina de Educação Visual, para divulgar esta iniciativa na escola e, de seguida, recolhemos brinquedos com pilhas. O Centro de Recursos para as Tecnologias de Informação e Comunicação (CRTIC), em Educação Especial, de Viseu, veio à nossa escola e ensinou-nos a fazer a adaptação dos brinquedos. Também pedimos ajuda a um colega do Curso Profissional Técnico Ambiental e Rural (PTAR), para filmar e fotografar os diferentes passos do nosso Projeto. Aproveitámos as aulas de Educação Tecnológica para fazer esta adaptação. Após a adaptação dos brinquedos, estes têm vindo a ser partilhados na disciplina de Educação Física e noutros momentos lúdicos. Também fizemos um cartaz na disciplina de Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC) para divulgar o nosso Projeto à comunidade envolvente, nomeadamente aos estabelecimentos comerciais de Tondela e a entidades locais.

Com este trabalho, reduzimos barreiras na nossa turma e na nossa escola, lutámos, e continuamos a lutar, pelos direitos do David. Como pontos fortes, ajudámos o David e outros colegas diferentes a serem mais felizes e a poderem brincar como nós. E nós também aprendemos! Concluímos que somos todos iguais, ninguém pode ficar de parte e, sempre que pudermos, vamos incluir o David, e outras crianças/jovens, nas nossas brincadeiras. Acima de tudo, aprendemos que não é por uma pessoa ter uma dificuldade que se põe de parte. Com este Projeto não conseguimos encontrar pontos fracos, pois tudo o que fizemos foi para ajudar e alcançámos os nossos objetivos.

Sentimo-nos bem por termos conseguido fazer alguma coisa útil pelos nossos colegas com mais dificuldades. Ficámos muito contentes por vermos as suas caras felizes. Ao longo da nossa vida, vamos encontrar pessoas com algumas dificuldades e já sabemos como lidar com elas. Aprendemos a não pôr defeitos nos outros, porque o que lhes aconteceu podia-nos ter acontecido ou vir a acontecer.